Vinhos franceses precisam custar caro? 06/02/2010

Será que todo bom vinho francês precisa custar uma exorbitância? É possivel beber um vinho em que a qualidade para a saúde seja relevante? No mundo dos vinhos bio-dinâmicos (http://tinyurl.com/ydnhm4p) e naturais a qualidade aliada a um bom preço é quase uma militância para os produtores e negociantes desse gênero.

É claro que existem vinhos bio-dinâmicos caríssimos, como o célebre Romanée Conti na região da Borgonha na França, que realmente vale quanto pesa, é um nectar sagrado e consagradado por muitos amantes do vinho inclusive os produtores locais concorrentes.

 

 

Os vinhos bio-dinâmicos demonstram uma face exotérica, espiritual e porque não psicodélica da vinicultura. São vinhos que desde o momento do plantio até o engarrafamento não têm contatos com pesticidas, conservantes, uma série de remedinhos que muitos vinhos bons até são entupidos.

A febre do vinho no Brasil é tanta nos últimos anos que foi possível o surgimento de uma importadora que traz exclusivamente vinhos bio-dinâmicos de várias regiões da França a De La Croix.

 

Escolhi 3 tintos do sul da França e um branco do norte francês fronteira com a Alemanha.

 

Trilogie - Domaine Lefebvre d'Anselme – Côtes Du Rhône 2005 (R$ 69,00)

 

 

Com 70% de uvas Grenache e 30% de Syrah, esse Côtes Du Rhône encanta por mostrar uma delicadeza que não é típica dos vinhos do sul da França, geralmente mais encorpados e opulentos. Parece um vinho da Borgonha na alma mas os aromas com notas de caça e especiarias típico da Grenache enaltecem o terroir particular da região do Rhône. Um Côte Du Rhône geralmente amadurece mais rápido, esse está deliciosamente caindo do pé de redondo na boca que tem ainda um persistência incrível. Vinho desse preço com essas características é raro.

 

 

 

Mas au Schiste - Domaine Rimbert – Saint Chinian 2006 (R$89,00)

 

 

Um vinho de Saint Chinian uma pequena comuna do Languedoc-Roussilon, sul da França, aonde o terreno é propício para vinhos exuberantes de fruta e grande concentração aromática. Jean Marie Rimbert é um dos melhores produtores da região e considerado o grande artista da uva Carignan.

 

O nome de um vinho muitas vezes vem de uma origem curiosa como o Mas Au Chiste, que Rimbert batizou por conta da dificuldade em produzir uma Carignan de alto nível no solo xistoso de sua propriedade. Com ironia ele se denomina um masoquista, “masauchiste”, “masochiste”. O rótulo tem um coelho porque os espertinhos comiam todas as uvas do vinhedo.

 

O corte é com 40% de uvas Carignan, 30% de Syrah e 30% de Grenache. Esse é um vinho de alta complexidade no nariz, uma sinfonia de aromas, muita azeitona preta, chocolate, pimenta preta, ameixas. Na boca já está pronto taninos muito macios mas é vinho também para quem deseja guardar e observar as mudanças naturais do vinho. Uma boa porta de entrada no velho mundo para os que apreciam vinhos de alta concentração de fruta só que nesse caso a elegância e tipicidade tomam conta.

 

 

 

Chateau de Beaulieu – Côtes Du Marmandais 2000 (R$ 97,00)

 

 

No sudoeste da França o casal Robert e Agnès Schulte além de sorte de morar num pequeno paraíso no vilarejo Saint-Saveur De Meilhan, produzem um vinho de características muito singulares.

 

 

O blend de uvas já é inusitado 25% Merlot 25% Cabernet Franc 20% Cabernet Sauvignon 15% Syrah 13% Malbec e 2% Arbouriou. Dos tintos degustados esse é o que se beneficia realmente da decantação, vão se abrir aromas mais profundos. No nariz é austero muito couro, amoras, cassis e caça. Na boca tem força ideal para pratos como um bom Cassoulet a Feijoada da França. 

 

Domaine Bott-Geyl Riesling Les Elements 2007 (R$86,00)

 

 

O solo que produz esse vinho é o mesmo desde 1725! A família de Jean-Christophe Bott tem excelência priscas eras na região da Alsace norte da França. Ao lado da Alemanha e da Áustria essa é a grande região da uva Riesling que produz vinhos brancos que apesar de frescos são muito longevos, vinhos brancos que podem ser também guardados por anos e anos.

Esse Riesling de um pequeno pedaço de terra denominado “Les Elements” tem as uvas catadas a mão e a fermentação natural com apenas leveduras nativas. Alto preciosismo!

No nariz a mineralidade típica da Riesling com peras, pêssego e boca com final longo e uma lichia dando tchauzinho lá no final do túnel.

Para os amantes do sushi esse é o vinho ideal, a uva Riesling é das poucas que harmonizam com o shoyu.

 

 

 

 

Onde Comprar:

De La Croix Importation (011) 3034-6214 (www.delacroixvinhos.com.br)

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Ed Motta às 21:51:15
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