BEBIDA
The best of Boa Vida

Uma seleção dos melhores restaurantes, vinhos, cervejas e chás especiais listados pela coluna de Ed Motta. Um menu gourmet com o crème de la crème do Manual Prático da Boa Vida, para quem chegou aqui pela primeira vez ou para quem já leu, e quer saborear mais uma vez.

RESTAURANTES

Feijoada vegetariana do VSC: sem bronca com o prato
Vegetariano Social Clube (VSC) e Vegan Vegan
Muitos falam que a essência da comida carioca está nos botequins, mas a "Bossa-Nova" da coisa são os vegetarianos. Tanto o Vegan-Vegan como VSC fazem duas vezes por semana uma feijoada vegetariana deliciosa
• Leia a coluna do dia 8/12/2006

Empório Siriúba
Não é um restaurante vegetariano, mas os conceitos da alimentação natural estão expostos de maneira criativa, a idéia é uma gastronomia rica com preparação saudável. O ovo mexido acompanhado de pão indiano naan. Comeria todos os dias da minha vida.
• Leia a coluna do dia 11/1/2007

Paraíso Tropical
Um tratado sobre frutas, ervas, e gastronomia genuinamente brasileira. A estrela da casa é o maturi, a semente verde do caju. Mais neutra do que a castanha, é usada em várias criações.
• Leia a coluna do dia 18/1/2007

Quiabo defumado com camarão

Roberta Sudbrack
Se perguntarem o restaurante onde tenho mais prazer e emoção no Brasil com certeza o templo gourmet da chef Roberta Sudbrack está na minha pole-position. Na verdade não só no Brasil... Roberta respeita o tradicional, mas não é uma tradicionalista
Aprazível
A chef e proprietária Ana Miranda coloca a comida da fazenda num contexto de cuidado, esmero. Ana é mineira, e para mim os mineiros fazem a melhor comida típica brasileira. Minas é a França gastronômica do país.

VINHOS

O visionário Randall Grahm e seu vinho mais famoso, Le Cigare Volant, uma homenagem aos vinhos de Châteauneuf-du-Pape
Le Cigare Volant 2002 (Bonny Doon)
Muito equilibrado, fruta deliciosa no nariz e boca, ideal para pratos importantes de carne, esse tinto tem potencial para guarda mas já está ótimo para beber. • Leia a coluna do dia 28/12/2006
Coulée de Serrant 2004 (Nicolas Joly)
Nicolas Joly é o bam-bam-bam da cultura biodinâmica. E este branco o "Montrachet da uva chenin blanc"
• Leia a coluna do dia 8/12/2006
Cave Ouvidor Insólito 2005 (Cave do Ouvidor)
Um vinho na linguagem dos brancos naturais, biodinâmicos do Loire. A uva é a peverella ou malvasia di vicenza. Nariz e boca muito complexos, um elixir de nozes e frutas tropicais, sem dúvida o melhor vinho brasileiro que bebi.
• Leia a coluna do dia 5/1/2007

Réserve des Célestins (o melhor) e La Cuvee du Papet (ultraespecial)
Réserve des Célestins (Henri Bonneau)
Uma edição especial produzida por Henri Bonneau, mago da região de Châteauneuf-du-Pape, que ainda não é importado para o Brasil. O equilíbrio desse vinho é grande, aromas de chocolate, cogumelos, trufas e boca com retrogosto longo.
• Leia a coluna do dia 26/1/2007

Côte-Rôtie Terres Sombres 2004 (Yves Cuilleron)
Vinho potente, para pratos de carne com molho. No nariz a pimenta preta freqüente em vários Côte Rôtie, azeitona preta, chocolate, complexo, cheio de especiarias. Na boca, longo e equilibrado, taninos macios; quem tem paciência de guardar o vinho de 5 a 10 anos, vai beber ainda melhor
• Leia a coluna do dia 1/3/2007

Puligny Montrachet "La Richard" Domaine D´Auvenay 2004 (Leroy)
No nariz aquele posto de gasolina sensacional, com manteiga de pipoca. Jesus Christ, a Borgonha é muito melhor do que tudo que eu conheço no mundo do vinho. Troco um Borgonha médio por um grande vinho de qualquer parte do planeta. E nesse caso não é médio, é um canhão de frutas sem piedade.
• Leia a coluna do dia 16/3/2007

Colomé Torrontés 2006 (Bodega Colome)
O Colomé aplica o biodinamismo e produz um torrontés sem filtragem, que é bastante raro de encontrar na Argentina. É mais denso, um dos melhores do mercado.
• Leia a coluna do dia 5/4/2007

Merlot Premium 2005 (Don Abel)
Meu favorito dos tintos Don Abel, o nariz tem uma nota salgada que aparece no vinhos do sul da França e eu sempre adoro. Na boca tem fruta e corpo sem ser da escola de "vinhos marombeiros" do novo mundo.
• Leia a coluna do dia 31/5/2007

Sete safras de Domus Aurea: duas escolas distintas, a potência chilena e o equilíbrio francês
Domus Aurea 2001 (Domus Aurea)
Já é um vinho ótimo para beber, mas quem tem paciência de guardar ganha de presente do tempo uma jóia do Chile. Ao lado do Antyal 97, El Principal 99 e do Matetic Syrah 2003, o melhor vinho do Chile que já bebi.
• Leia a coluna do dia 7/6/2007

Cuvée Tradicion 1996 (Baud)
Fiquei alucinado, sonhei, quase chorei!!! Um branco com a uva típica do Jura, a savagnin, com uma pequena adição de chardonnay. No nariz, uma explosão de nozes, amêndoas; na boca, uma untuosidade infinita. Já entrou na minha lista de melhores de 2007.
• Leia a coluna do dia 14/6/2007

Pinot Gris Clos Jebsal 2003 (Zind-Humbrecht)
Com certeza, o vinho da uva pinot gris mais complexo e cheio que conheço. Uma explosão de fruta, o mineral aqui vira ouro líquido. Ótimo para gorgonzola, roquefort e queijos azuis. Para momentos especiais.
• Leia a coluna do dia 12/7/2007

CERVEJAS

Cantilon Kriek Lou Pepe 2002
O ápice da Cantillon para mim, eu tenho sensação de colocar um cacho de cereja com cabo e tudo na boca. A fruta é abundante, uma geléia sem açúcar. Lou Pepe com sushi, combinação perfeita.

• Leia a coluna do dia 22/2/2007

Gouden Carolus Christmas
Cerveja escura. Nariz complexo, baunilha em fava, cravo, maçã verde e, claro, o chocolate. Eu já bebi com brigadeiro quente e ficou de chorar.

Liefmans Kriek
As cerejas (Kriek) ficam fermentando um ano, o fermento natural da fruta é o componente principal. Essa é a Kriek que mais gosto, encorpada, ótima com frutos do mar.
• Leia a coluna do dia 11/5/2007

CHÁS

Chá chinês Pu-Erh: em barra, jovem e safrado
Pu-Erh
Os aromas são altamente complexos muitas vezes com alguma presença fishy ou tostada, defumada, e muita terra. Na boca, é dos chás mais deliciosos do planeta, muitos com final levemente adocicado contrastando com os aromas que para muitos pode parecer um "gosto adquirido".
• Leia a coluna do dia 15/12/2006

Pai Mu Tan
Ao lado do Yin Zhen é o topo do chá branco, com a vantagem do Pai Mu Tan ser mais barato. Conhecido também como White Peony, esse chá tem coloração e aromas mais marcantes, me remete a Champagne envelhecida, madeira molhada.
• Leia a coluna do dia 1/2/2007

Gyokuro
O aroma ainda na embalagem superesmerada arrebata o coração de qualquer amante dos prazeres gastronômicos. Depois de preparado, é um chá verde com menos adstringência que a maioria, com uma nota doce na boca e no nariz.
• Leia a coluna do dia 12/4/2007

High Mountain
O chá do tipo oolong High Mountain me dá o mesmo prazer de beber que um grande Montrachet, o rei dos vinhos brancos, com a vantagem de ser infinitamente mais barato.
• Leia a coluna do dia 5/7/2007